Melancia tem marca?

Melancia tem marca?

Sim, entre elas, a marca da Turma da Mônica

Se para chamar a atenção dizemos que uma pessoa é capaz de colocar uma melancia na cabeça, a fruta também quer aparecer mais que a fruta do lado, do concorrente, de outro produtor/distribuidor. E se ela aparecer com a aprovação da Magali, a famosa, comilona e carismática personagem da Turma da Mônica?

Quando vai ao supermercado, ao sacolão, à feira, você escolhe um certo tipo de fruta pela marca que ela leva? Pois essa é a aposta de alguns produtores/distribuidores. E isso já faz algum tempo. Mas outro dia me surpreendi positivamente ao ver personagens infantins nacionais da Turma da Mônica.

Além de sabermos os diferentes tipos de uma mesma fruta, que algumas delas são melhores se forem de determinada origem

O licenciamento da marca dos personagens da Turma da Mônica é uma boa sacada da produtra de hortifrutigranjeiros Vale do Sol. Uma forma de chamar a atenção para o produto, deixá-lo com uma carinha mais simpática e ainda incentivar o consumo de frutas pelas crianças, uma forma de promover a alimentação saudável, e, claro, suas frutas.

https://www.embalagemmarca.com.br/2013/07/turma-da-monica-nos-rotulos-de-frutas/

Este caso remete ao da marca Chiquita, que virou uma grife das frutas, sendo a mais conhecida, a Chiquita Banana, inspirada em nossa cantora e atriz Carmen Miranda e cujo jingle ficou muito famoso. Chiquita tornou-se uma marca muito valiosa e, ao longo do tempo, expandiu sua marca para outros produtos relacionados, como sucos e frutas em pedaços empacotadas. Vejam só:

http://mundodasmarcas.blogspot.com.br/2006/08/chiquita-grife-das-frutas.html

O comercial de lançamento, da década de 40, com o desenho animado e o jingle, é uma linda e clássica peça da propaganda.

https://www.youtube.com/watch?v=RFDOI24RRAE

Outro movimento de mercado que faz com que as empresas invistam em rotular frutas e legumes é a crescente opção dos consumidores por produtos orgânicos e fair trade. Só por já serem orgânicos e/ou fair trade e certificados como tal, já são diferenciados. E vários produtores vão além, criando suas marcas e rótulos, para fixarem os nomes de suas marcas para que quem consome identifique ali um selo de procedência e qualidade.

Isso faz lembrar o que minha mãe contava quando ia ao antigo Armazém Medeiros em Belo Horizonte a pedido dos pais para comprar algo e deixar anotado na caderneta. Ela chegava lá e pedia os alimentos da forma que meus avós diziam para ela pedir, assim: – Quero presunto “do bom”, por favor. E ela achava que “Do bom” era uma marca.

Outra empresa que apostou na identidade de suas frutas foi a Itaueira, empresa do Ceará, que criou o conhecido melão Rei, que, em algumas praças, passou a ser conhecido até como o melão da redinha, pela sua embalagem. Estratégia que vem dando certo:

goo.gl/p1LMnK

Claro que, de nada adianta bom nome, uma logo de design bem feito, um selo, uma etiqueta, se os produtores das frutas, antes de tudo, não prezarem pela qualidade, se a própria fruta está bonita e, principalmente, saborosa e saudável, como os consumidores esperam.